terça-feira, 3 de março de 2026

​Isolado, grupo de Ângelo Coronel encontra portas fechadas em busca de novo partido na Bahia

 

A saída do senador Ângelo Coronel (PSD) e de seu grupo político das fileiras pessedistas abriu uma crise de representação para o parlamentar e seus aliados.

Em busca de uma nova legenda que abrigue seu capital político, Coronel tem enfrentado uma série de resistências nos bastidores, esbarrando em negativas que passam pelo controle de diretórios e pelo receio de concorrência interna desleal.

​Conforme apuração do site Central de Política junto a fontes ligadas às cúpulas partidárias, o senador iniciou uma ofensiva que atingiu diversas frentes.

Ele buscou a direção nacional do PSDB na tentativa de assumir o controle estadual da sigla, além de abrir diálogo com as executivas regionais do Republicanos, União Brasil e Democracia Cristã (DC). Em todos os cenários, no entanto, o grupo encontrou dificuldades para avançar nas negociações.

O principal ponto de atrito reside na exigência de controle absoluto. Segundo um membro de diretório ouvido sob condição de anonimato, o senador condiciona sua filiação à possibilidade de substituir presidentes e membros de diretórios por nomes de sua estrita confiança.

“Nenhum presidente de partido aceita essa condição”, afirmou a fonte, destacando que a perda de autonomia das atuais direções é o maior entrave para o ingresso do grupo.

​Além da questão do controle, a força eleitoral dos filhos de Ângelo Coronel também é vista com cautela. Por estarem há anos na base do governo do Estado e controlarem órgãos estratégicos com grande capilaridade eleitoral e poderio econômico, Diego e Angelo Coronel Filho são vistos como candidatos “pesados” demais para chapas proporcionais já consolidadas.

Nem mesmo no União Brasil, liderado por ACM Neto, o grupo encontrou terreno fértil. A resistência parte dos próprios deputados da legenda, que temem que a entrada de nomes tão robustos desequilibre a disputa interna. No jargão político, os parlamentares “fazem conta” e receiam se tornar “muletas” eleitorais, trabalhando para atingir o quociente partidário apenas para garantir a eleição dos filhos do senador, em detrimento de suas próprias reeleições. Fonte: centraldepolitica

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