As inspeções começaram no dia 9 de março e vêm sendo realizadas em parceria entre a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e órgãos de defesa do consumidor. Até o momento, equipes passaram por 179 municípios em 25 estados, verificando 1.180 estabelecimentos.
O balanço parcial aponta um volume elevado de irregularidades. Mais de 900 notificações foram emitidas, incluindo empresas distribuidoras, e ao menos 36 punições já foram aplicadas, entre multas e interdições.
Segundo o Ministério da Justiça, a ofensiva também atingiu as principais empresas do setor. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou companhias responsáveis por cerca de 70% da distribuição de combustíveis no Brasil.
A operação ocorre em um cenário de forte instabilidade internacional, com impacto direto no preço do petróleo. A valorização do barril, que chegou à casa dos US$ 120, tem relação com tensões no Oriente Médio e dificuldades logísticas em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.
Apesar disso, o governo avalia que a alta não justifica eventuais abusos no mercado interno. A suspeita é de que parte dos aumentos esteja sendo potencializada por práticas irregulares.
Para ampliar o controle, foi anunciada a criação de uma força-tarefa permanente envolvendo diferentes órgãos federais, incluindo a Polícia Federal. A proposta é intensificar o monitoramento e facilitar a atuação conjunta com estados e municípios no combate a crimes contra a economia popular.







