No município de Nilo Peçanha, poucos nomes atravessaram o tempo político com tanta força quanto o de Antonio Galdino de Oliveira Filho.
Foram três mandatos como prefeito, governando nos períodos de 1989 a 1992, 1997 a 2000 e 2001 a 2004.
Mais do que vencer eleições, construiu um grupo político sólido, capaz de perpetuar sua influência através das gerações.
Elegeu sua esposa, Gracinha, para administrar o município entre 2009 e 2012.
Posteriormente, viu a filha, Jacqueline, chegar ao comando do Executivo nos períodos de 2021 a 2024 e 2025 a 2028.
A política, porém, sempre foi um terreno de curvas imprevisíveis. Galdino ajudou a eleger dois vice-prefeitos em sucessões distintas, nas eleições de 1992 e 2004. Contudo, ambos seguiram caminhos diferentes do traçado inicialmente ao seu lado.
Ainda assim, como rio que contorna pedras sem perder sua direção, ele soube transformar adversidade em retorno político, vencendo, posteriormente, aqueles que um dia caminharam ao seu lado.
O maior legado de Galdino talvez não esteja apenas nas urnas, mas na sua originalidade humana. Ser amigo, independentemente das circunstâncias, sempre foi uma das suas maiores marcas. Na política, compreendia que o jogo possui atalhos, desvios e mudanças de rota; muitos deixam os trilhos que os conduziram ao poder para experimentar novos caminhos.
Mesmo assim, nunca deixou que as divergências apagassem o respeito. Galdino sempre foi reconhecido como político habilidoso, amigo leal e, muitas vezes, até companheiro dos próprios desafetos políticos.
Homem simples, de alma puritana e coração generoso. Sua residência nunca teve portas fechadas para o povo. Pelo contrário: tornou-se extensão da praça pública, abrigo de conversas, conselhos e acolhimento.
Há homens que passam pela política.
Outros deixam nela as marcas das suas obras.
E existem aqueles raros que permanecem vivos na memória popular pelo modo como trataram as pessoas.
Galdino parece pertencer a essa última categoria.
Fernando Ribeiro
Blog do Rorró

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