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sexta-feira, 15 de abril de 2016

POLÍTICA: Rui faz jantar hoje para convencer "rapazes problemáticos"

Em mais uma ofensiva para garantir o apoio integral da ala governista da bancada baiana contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Rui Costa (PT) janta hoje em Brasília com os deputados da Bahia. Pelos cálculos do governo estadual, do grupo de 24 parlamentares, apenas dois estão indecisos com relação ao voto na sessão de domingo. São os deputados federais do PP Cacá Leão e Mário Negromonte Jr., cuja adesão o governador espera conquistar no encontro de hoje. A postura vacilante dos parlamentares do PP deixam o PT e os articuladores do Palácio do Planalto, entre os quais se incluem o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, atual chefe de Gabinete da presidente, preocupadíssimos. Eles descobriram nos últimos dias que o caso dos dois vinha sendo usado pelas oposições como um exemplo de que, mesmo políticos com vinculações íntimas com o governo e o PT, não precisam fechar apoio a um governo que pode estar na iminência de acabar. Cacá é filho do vice-governador da Bahia, João Leão, e Negromonte Jr., do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mário Negromonte, cuja nomeação foi feita por Wagner. “Aqui em Brasília, todo mundo vinha dizendo que, se o filho do vice-governador da Bahia está votando contra o governo, como é que os demais precisam votar a favor e se queimar?”, contou ao Política Livre um membro da bancada baiana empenhado em conquistar o voto dos dois pepistas para o governo. Apesar do cortejo de que Cacá e Negromonte Jr. são alvo, a ameaça de traição dos dois lhes custou toda a estima de que ainda dispunham no PT. O filho de João Leão tem sido tratado como um “oportunista”, cujo desinteresse em ajudar o governo foi provocado pelo fato de não ter conseguido se tornar ministro em meio às negociações por apoio em Brasília. “Ele achava que poderia reunir 30 votos em torno de si para virar ministro da Integração Nacional”, contou outra fonte do governo Rui Costa ao site. Como Cacá não conseguiu o ministério, prossegue a mesma fonte, teria passado “a criar o clima de caos” na bancada pepista e insinuar que não votaria com o governo. Outros partem para a acusação direta de que o filho do vice-governador é um seguidor do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), condutor institucional do processo de impeachment na Câmara e principal inimigo do governo Dilma e dos petistas. Já Negromonte Jr. é visto como uma figura “desagregadora” e até “arrogante”. por Raul Monteiro


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