O ato contou com a presença do deputado federal Márcio Marinho, presidente do partido na Bahia, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). A legenda integra o grupo que apoia a pré-candidatura do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) ao Governo do Estado.
Coronel convoca apoiadores a se filiarem no Republicanos
Antes da confirmação, Angelo Coronel publicou um vídeo nas redes sociais indicando a mudança partidária. Na gravação, ele aparece segurando uma camisa azul, cor associada ao novo partido, e a arremessa em direção aos filhos, que repetem o gesto. O conteúdo foi utilizado como sinalização pública da decisão de mudança. Coronel destacou o início de uma nova fase política e convidou apoiadores a integrarem o partido.
“Estamos nos filiando ao 10, ao Republicanos. E esperamos que, a partir de agora, quem já estava no nosso time venha vestir essa camisa. Agora, a camisa é a 10”, afirmou.
Já o presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, afirmou que a filiação representa um marco importante para o fortalecimento do partido no estado.
“A chegada de Angelo Coronel e de Diego Coronel simboliza um novo momento para o Republicanos na Bahia. Estamos ampliando nosso campo político com responsabilidade e foco em resultados concretos para a população. Sem dúvida, ganhamos mais musculatura e competitividade com vistas às próximas eleições”, afirmou Marinho.
A expectativa é que Coronel seja apresentado como candidato ao Senado na chapa encabeçada por ACM Neto, após a conclusão das definições partidárias. O grupo também conta com o ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma, presidente estadual do PL, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.
Saída do PSD e impasses internos
A filiação de Angelo Coronel ocorre após o anúncio de desembarque do PSD, partido que ajudou a fundar na Bahia ao lado do senador Otto Alencar, após uma série de desentendimentos políticos. Ele reivindicava espaço na chapa majoritária governista liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), como candidato à reeleição ao Senado, o que não se concretizou.
O cenário foi definido com a indicação dos nomes do senador Jaques Wagner (PT) e do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, para as duas vagas ao Senado. Ambos foram colocados como candidatos dentro da articulação do grupo governista, inviabilizando a permanência de Coronel na composição.
Antes de fechar com o Republicanos, Coronel manteve conversas com o Podemos, em diálogo com a presidente nacional da sigla, Renata Abreu. As tratativas, no entanto, não resultaram em acordo. O partido, que integra a base do governo estadual, deve permanecer no grupo liderado por Jerônimo Rodrigues.
Com a filiação ao Republicanos, a legenda passa a contar com seu primeiro senador baiano. A bancada do estado no Senado fica, momentaneamente, distribuída entre três partidos: Jaques Wagner (PT), com mandato de 2019 a 2027; Angelo Coronel (Republicanos), também de 2019 a 2027; e Otto Alencar (PSD), com mandato de 2023 a 2031.
Leo Prates deixa PDT e articula ida ao Republicanos na Bahia
Também nesta terça-feira (17), o deputado federal Leo Prates anunciou oficialmente sua desfiliação do PDT, sinalizando que sua entrada no Republicanos deve ser formalizada em breve. A decisão marca o fim de um ciclo de 4 anos e ocorre em um momento de ebulição na política estadual, impulsionada pelo descontentamento de lideranças com os novos rumos das chapas majoritárias. Além de Prates, o Republicanos prepara-se para receber o senador Angelo Coronel, que rompeu com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) após priorizar uma composição “puro-sangue”, isolando aliados históricos.
A saída de Prates do ninho pedetista é acompanhada pela expectativa da desfiliação da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, que também deve deixar a legenda para se abrigar em um novo partido aliado ao grupo do pré-candidato ACM Neto (União Brasil) ao Palácio de Ondina em outubro e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Segundo o deputado, a aliança do PDT com o atual governador tornou sua permanência insustentável, forçando uma mudança para garantir coerência com sua atuação no campo da oposição baiana.
”Procurei honrar as bandeiras e princípios partidários da sigla, assim como também fui honrado, mas as circunstâncias regionais da aliança do PDT com o atual governo do estado da Bahia me forçaram a refletir sobre meus caminhos e rumos. Surgi e sempre fiz parte do grupo político de oposição no estado. Desta forma, com o coração dilacerado, anuncio a minha desfiliação do partido”, afirmou Leo Prates em sua carta de despedida.

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