Em busca de uma nova legenda que abrigue seu capital político, Coronel tem enfrentado uma série de resistências nos bastidores, esbarrando em negativas que passam pelo controle de diretórios e pelo receio de concorrência interna desleal.
Conforme apuração do site Central de Política junto a fontes ligadas às cúpulas partidárias, o senador iniciou uma ofensiva que atingiu diversas frentes.
Ele buscou a direção nacional do PSDB na tentativa de assumir o controle estadual da sigla, além de abrir diálogo com as executivas regionais do Republicanos, União Brasil e Democracia Cristã (DC). Em todos os cenários, no entanto, o grupo encontrou dificuldades para avançar nas negociações.
O principal ponto de atrito reside na exigência de controle absoluto. Segundo um membro de diretório ouvido sob condição de anonimato, o senador condiciona sua filiação à possibilidade de substituir presidentes e membros de diretórios por nomes de sua estrita confiança.
“Nenhum presidente de partido aceita essa condição”, afirmou a fonte, destacando que a perda de autonomia das atuais direções é o maior entrave para o ingresso do grupo.
Além da questão do controle, a força eleitoral dos filhos de Ângelo Coronel também é vista com cautela. Por estarem há anos na base do governo do Estado e controlarem órgãos estratégicos com grande capilaridade eleitoral e poderio econômico, Diego e Angelo Coronel Filho são vistos como candidatos “pesados” demais para chapas proporcionais já consolidadas.
Nem mesmo no União Brasil, liderado por ACM Neto, o grupo encontrou terreno fértil. A resistência parte dos próprios deputados da legenda, que temem que a entrada de nomes tão robustos desequilibre a disputa interna. No jargão político, os parlamentares “fazem conta” e receiam se tornar “muletas” eleitorais, trabalhando para atingir o quociente partidário apenas para garantir a eleição dos filhos do senador, em detrimento de suas próprias reeleições. Fonte: centraldepolitica

Nenhum comentário:
Postar um comentário