A saída foi investir na festa de São Pedro, que, longe de ser o menos importante, é o último dos santos juninos. E o que antes era uma tentativa de estender os festejos, e conseguir pagar cachês mais em conta, transformou-se em rivalidade. Bom para o público, que tem mais opções e datas para curtir o arrasta-pé.
Para a Igreja Católica, Pedro é considerado o primeiro Papa, padroeiro dos pescadores e das viúvas. Como fundador da Igreja, nomeado pelo próprio Jesus Cristo, é conhecido como porteiro do céu e, por isso, a ele se atribui o poder de controlar as chuvas, o que o aproxima da tradição junina de celebrar a fartura da colheita.
“João e Pedro são mais voltados à terra e à chuva”, afirma Rafael Dantas, historiador e professor da pós-graduação em História da Bahia na Universidade Católica do Salvador (UCSal). Até 1967, o dia de São Pedro era feriado escolar nacional, mas um decreto do presidente Humberto Castelo Branco classificou as datas juninas como dias úteis.
A iniciativa, contudo, não reduziu a devoção ao santo. Professor aposentado de História da UFBA, Milton Moura atribui à imprensa a ênfase concentrada nos grandes eventos das homenagens a São João. Para ele, o crescimento das festividades em homenagem a São Pedro é um reflexo do avanço dos shows de São João.

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