Segundo informações do portal Uol, há pelo menos dois políticos citados na delação de Mansur: o senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT-BA), para quem o executivo arrumou ingressos de um show da Taylor Swift, e ACM Neto (União Brasil-BA), candidato a governador, cliente da Reag.
No caso do senador petista, Augusto Lima, ex-sócio do Master, pediu que Mansur comprasse os ingressos —avaliados em R$ 63,3 mil— para o show da cantora no Allianz Parque (hoje Nubank Parque) em 2023. Eles foram usados para presentear Wagner.
Procurado, Wagner disse que a compra foi "um pedido pessoal do senador a um amigo para que o ajudasse a conseguir os ingressos". Disse ainda que "não conhece João Carlos Mansur e nunca teve relação com a empresa Reag".
Já ACM Neto é dono exclusivo de um fundo de investimento, o Seattle 95, que era gerido pela Reag até 2025. Através dele, fez uma aplicação no fundo Structure, de empréstimos consignados originados pelo Banco Master.
"Para cumprimento das regras da CVM, o fundo contratou a Reag Investimentos como administradora desses recursos. O fundo, portanto, era cliente da Reag, à época uma das principais administradoras de fundos do país."
"A rentabilidade obtida pelo fundo foi completamente compatível com a realidade de mercado e todos os impostos foram devidamente recolhidos. Tudo transcorreu com total transparência, com dados públicos e regulados pela CVM, na mais absoluta legalidade.”
O Seattle 95 aplicou cerca de R$ 4,8 milhões no Structure, em quatro compras entre novembro de 2021 e julho do ano passado. Em fevereiro de 2023, o fundo chegou a ter 98,6% de todo o seu patrimônio nessa única aplicação.
ACM Neto aportou R$ 7,92 milhões no Seattle 95 em dez depósitos. O patrimônio chegou a R$ 11,94 milhões em outubro do ano passado, um ganho de R$ 4,01 milhões, rendendo em média 17% ao ano.

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