terça-feira, 25 de agosto de 2026

Nove anos após tragédia da Cavalo Marinho I, famílias ainda aguardam indenizações

 

Nove anos após o naufrágio da embarcação Cavalo Marinho I, ocorrido em 24 de agosto de 2017, familiares das vítimas e sobreviventes ainda enfrentam uma longa espera por indenizações. A tragédia deixou 19 pessoas mortas e é considerada um dos acidentes marítimos mais graves registrados na Baía de Todos-os-Santos.

Segundo o advogado José Orisvaldo Brito, que representa 24 pessoas relacionadas ao caso, apenas seis já receberam os valores decorrentes das ações judiciais. Os demais processos seguem em diferentes fases, incluindo ações que ainda aguardam sentença e outras que estão em fase de recurso.

Nos processos conduzidos pelo advogado, foram acionados a União, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e a CL Empreendimentos, empresa responsável pela embarcação.

As decisões judiciais reconheceram a responsabilidade solidária dos réus. Dessa forma, após as condenações, o pagamento das indenizações pode ser cobrado de qualquer um dos responsáveis, sendo a União apontada como uma das partes com maior garantia de recebimento.

Mesmo após quase uma década da tragédia, a maior parte das famílias ainda aguarda uma solução definitiva para receber as reparações determinadas pela Justiça.

A demora no encerramento dos processos prolonga a espera por familiares que, além da dor provocada pela perda de seus entes queridos, continuam enfrentando uma batalha judicial em busca do direito às indenizações.

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