sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Daniel Almeida minimiza Bolsonaro na Papudinha: "Privilégios jamais"

 

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) minimizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da sede da Polícia Federal para a "Papudinha", também em Brasília, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na quinta-feira, 15.

O comunista foi questionado sobre o assunto pelo Portal A TARDE, nesta sexta-feira, 16, durante agenda do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), no Centro Histórico de Salvador.

Para Almeida, não há necessidade de se criar polêmica sobre o assunto. "Eu acho que essa é uma polêmica fora do contexto, desnecessária. Ele foi condenado, como qualquer cidadão, cumpre a pena no lugar mais adequado para propiciar a segurança pessoal dele, como qualquer preso tem esse direito, e também para levar em conta as condições específicas de saúde e as condições da trajetória que ele teve", afirmou.

"Não vejo nenhuma polêmica a ser tratada em relação a isso. Pelo que vi da imprensa, o local para o qual ele foi deslocado tem conforto além daquilo que é normal no tratamento dos presos no Brasil. Ele foi presidente, é um cidadão. E como cidadão, tendo cometido o crime, deve preservar a dignidade, mas privilégios jamais. Eu acho que está dentro da normalidade", completou.

PEC da Segurança

O parlamentar ainda falou sobre a escolha do presidente Lula (PT) pelo baiano Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça, e como o chefe do Executivo nacional tem se mobilizado, junto aos congressistas da base, com relação a projetos como a PEC da Segurança Pública e ao PL Antifacção.

"Eu fiquei muito feliz que o ministro que acabou de assumir, Wellington, anunciou que o presidente Lula determinou que o problema da segurança um problema de Estado, não é um problema só do Executivo, nem do Legislativo, nem do Ministério Público, nem do Poder Judiciário. Todos devem se mobilizar. O estado brasileiro deve se mobilizar para a adoção de medidas que protejam o cidadão brasileiro", disse.

"E isso passa por uma mobilização também do Legislativo. O problema principal não é a legislação. Atualizar a legislação é sempre algo que se faz no cotidiano. 

O problema é ter uma compreensão, uma mobilização da nação para que as medidas necessárias de contenção do crime, especialmente do crime organizado, seja tratado. Eu espero que o Congresso Nacional cumpra o seu papel de aprovar", finalizou o comunista.

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