O certame, que deveria garantir acesso democrático ao serviço público, tornou-se alvo de uma série de questionamentos após um candidato denunciar, via redes sociais, indícios de favorecimento a pessoas ligadas à atual gestão municipal.
De acordo com o denunciante — um professor que participou do processo —, causou "estranheza" o fato de candidatos com vínculos políticos diretos terem obtido as maiores pontuações.
A repercussão do caso tomou proporções regionais, gerando dúvidas sobre a lisura e a imparcialidade da banca organizadora e da administração local.
Falhas na transparência
Além das suspeitas sobre o resultado, o processo é criticado pela falta de clareza. Candidatos relatam dificuldades no acesso a informações oficiais e critérios de correção considerados obscuros.
De acordo com a denúncia, a organização do concurso não teria oferecido respostas satisfatórias aos recursos e dúvidas, que vieram à tona durante as etapas da seleção.
"O objetivo é garantir igualdade de condições para todos", afirmou o autor da denúncia, que confirmou já ter protocolado representações junto aos órgãos competentes para que o caso seja apurado com rigor.
Suspeita de favorecimento
Candidatos apontam uma "desproporcionalidade" nos resultados, caracterizada pelo número incomum de pontuações máximas atribuídas nesta fase do certame.
De acordo com um cruzamento de dados, a maioria desses candidatos mantém, atualmente, vínculo de contrato temporário com a própria administração municipal.
A coincidência levantou a suspeita de que o concurso estaria sendo utilizado como mecanismo de "efetivação" para quem já compõe a gestão atual, o que configuraria um desvio de finalidade e grave ferimento ao princípio constitucional da igualdade.
Fiscalização
Diante das evidências de falta de transparência e possível manipulação, o caso foi formalmente encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). O objetivo da denúncia é forçar uma fiscalização rigorosa sobre a banca examinadora e exigir correções imediatas nos critérios de avaliação.
"Solicitamos que o MP-BA tome as medidas cabíveis. Há muitos indícios de violação do princípio da impessoalidade e uma tentativa clara de prestigiar contratados temporários", declarou um denunciante que não quis se identificar.
Denúncias apontam que a banca examinadora foi composta majoritariamente por residentes locais com vínculos de amizade e proximidade pessoal com diversos candidatos, o que fere o princípio constitucional da impessoalidade na administração pública.
Discrepância nas notas
A análise estatística dos resultados preliminares acendeu um alerta entre os participantes. Relatos indicam uma "anomalia" no desempenho dos candidatos conforme a sala de avaliação. Enquanto os examinados na sala 5, obtiveram notas consideradas baixas, os candidatos da sala 3 apresentaram rendimento superior.
Coincidentemente, parte dos candidatos da Sala 3 possuía ligações diretas com a atual gestão da prefeita Kitty Guimarães (Avante).
A disparidade sugere um tratamento diferenciado e seletivo, comprometendo a isonomia — a garantia de que todos os concorrentes fossem avaliados sob o mesmo rigor.
Conflito de interesses
O caso que gera maior repercussão envolve o cargo de Auditor Fiscal. O candidato classificado em primeiro lugar, Laerte Luiz Silva Guimarães, possui um histórico de diversas funções ocupadas no município.
O agravante, contudo, está no núcleo familiar, já que Laerte é casado com Daniele Magalhães, atual Secretária de Governo e compõe a própria Comissão do Concurso.
Daniele atua na gestão municipal desde o primeiro mandato da prefeita Kitty Guimarães. A ocupação de um cargo estratégico na organização do certame pela esposa do primeiro colocado levanta questionamentos jurídicos e éticos sobre a legitimidade do resultado e o possível uso de influência política para o favorecimento de aliados e familiares.
"Não é comum só funcionários da Prefeitura aparecerem entre os primeiros colocados, com as maiores notas, o que pode indicar possível favorecimento e isso precisa ser investigado para garantir transparência e igualdade entre todos os candidatos", disse o denunciante.
Outros pontos apontados na denúncia foram:
Falta de clareza nos critérios de correção
Dificuldade de acesso a informações oficiais
Ausência de respostas aos questionamentos feitos à organização
Pessoas ligadas à atual prefeita:
David Guimarães - Secretário de transportes, é filho da prefeita e subiu da 135ª PARA a 39ª posição.
Leandra Guimarães - Filha da prefeita e atua como secretária de assistencia social, a qual passou da 26ª para a nona posição.
Joyce Dantas - Filha do vice prefeito, classificada em primeiro lugar para o cargo de psicologa, sendo que já atua na gestão com cargo temporário de psicóloga.
Cauã Ferreira de Sousa Palma Batista - Classificado dentro das vagas para agente administrativpo - Passou de 163º PARA DECIMO OITAVO.
Lorena Mercês - Vice-prefeita de Valença - Passou na prova de títulos e pontuou para o cargo de professora, porém a denúncia desconhece essa atuação no município.
Laerte Guimarães - Marido da Secretária de Administração, Daniela Magalhães. Laerte compõe a organização do concurso e foi classificado em primeiro lugar para Auditor Fiscal.
José Queiroz Guimarães Neto - Servidor temporário da Prefeitura, o qual passou na primeira colocação para o cargo de Téc agricola. É braço direoto de Pedro José Francelino Azevedo, secretário. de governo, membro da comissão de organização do certame.
Maíra Gomes Duarte Rosemberg - Diretora da Vigilância Sanitária de Cairu, a qual ´passou para o cargo de enfermeira. A denúncia apontou que Maíra é prima ou irmã da vice-prefeita de Cairu. Fonte Jornal Atarde

Faltou citar o nome do Vereador de Teolandia, Ruan Almeida, conhecido como Ruan da Honda, passou em primeiro na vaga de Professor de Educação Física, tirou pontuação Máxima (30 pontos) na etapa da experiência e títulos, sendo que nunca trabalhou dando aula. Já está no segundo mandato de Vereador e nunca trabalhou como professor.
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