quarta-feira, 18 de março de 2026

Após polêmicas na Bahia, projeto quer proibir entrada de militares israelenses no país

 

Os casos polêmicos envolvendo turistas israelenses na Bahia motivaram o envio de uma indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta prevê a proibição da entrada de militares de Israel no país. O texto alega que os turistas podem ser responssáveis pelo "genocídio" na Palestina. 

A indicação propõe medidas concretas para proibir a entrada dos militares israelenses, como a identificação, pela Polícia Federal, daqueles que tenham participado de operações em Gaza e no Líbano. Além do impedimento imediato de entrada no país e articulação internacional para impedir que "envolvidos em genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade utilizem o Brasil como refúgio ou destino turístico". A indicação é de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (Psol).

O parlamentar afirma que a Constituição Federal estabelece a prevalência dos direitos humanos, a defesa da paz e o repúdio à violência como princípios das relações internacionais. Ele diz ainda que a Lei nº 13.445/2017 (Lei de Migração) já autoriza o impedimento de ingresso de estrangeiros envolvidos em graves violações. 

No último sábado (14), três israelenses foram presos em Itacaré, destino turístico do litoral sul da Bahia, durante uma manifestação contra a presença de turistas de Israel na cidade. Vídeos gravados por moradores e visitantes registraram confusão e a ação da polícia no protesto. 

O tema divide, inclusive, os moradores da cidade.Segundo a Polícia Militar, foram realizadas duas manifestações com posicionamentos opostos, em pontos distintos da cidade. Uma delas se posicionava contra a presença de turistas vindos de Israel. A manifestação contrária reuniu diversas pessoas na Praça das Mangueiras, uma das áreas mais movimentadas do bairro Pituba.

Parte dos comerciantes e empresários são favoráveis à chegada de turistas por questões, sobretudo, econômicas. Bares e restaurantes de lugares como Itacaré e Morro de São Paulo contam com cardápios em hebraico e bandeiras de Israel. Ao mesmo tempo, moradores já relataram casos de racismo, agressão e barulho praticados pelos israelenses. Fonte: correio24horas

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