A redução da jornada de trabalho será gradual. Dois meses após a publicação da emenda a jornada máxima semanal cai de 44 para 42 horas. Um ano e dois meses depois da publicação da emenda a jornada de trabalho atinge o teto final de 40 horas semanais.
Segundo o Senado, uma nova lei poderá regulamentar setores que exigem jornadas específicas, como saúde, transporte e segurança, prevendo condições e duração de trabalho. O limite constitucional deverá ser respeitado, ou seja, 40 horas e 2 dias de descanso por semana.
A regra do limite de horas semanais poderá ser diferenciada para os trabalhadores chamados de "hipersuficientes", isto é, aqueles que têm nível superior e salário a partir de R$ 21.188,85 (valor referente a 2,5 x o teto da Previdência Social).
A PEC ainda prevê novas leis ou aditamentos para pequenos negócios e terceirizados do setor público, além de medidas de auxílio para reduzir possíveis impactos.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), articulou o calendário especial que permitiu concluir os dois turnos na mesma sessão.
O fim da escala 6×1 é considerado uma das principais bandeiras da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após aprovação no Senado, Lula comemorou e agradeceu às mobilizações populares e os senadores que votaram favoráveis à proposta. “Tenho certeza que uma conquista como essa jamais será revogada porque foi uma conquista que saiu da rua e de um desejo histórico do povo trabalhador”, disse.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou da posição contrária à medida e votou favorável de forma remota. O único voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) anunciou que o partido pretende retomar, em 2027, uma proposta alternativa de pagamento por hora.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, em dezembro de 2025, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada estavam na escala 6×1.
Fonte: Correio Braziliense

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