O governo do Estado e o PT abriram guerra contra ACM Neto (DEM),
depois da decisão do prefeito de contestar o projeto do governador
Jaques Wagner (PT) de assumir definitivamente, por meio de um projeto
enviado à Assembleia Legislativa, a fiscalização e a regulação dos
serviços prestados pela Embasa, originalmente exercidos pelo município. Ontem, momentos antes da votação, na Câmara Municipal, do projeto da
Prefeitura que dá poderes ao executivo para vender alguns terrenos
municipais, baixaram no Legislativo os presidentes estadual, Everaldo
Anunciação, e municipal do PT, Edson Valadares, além do chefe de
gabinete da secretaria estadual de Relações Institucionais, Martiniano
Costa. Eles tentaram constranger a bancada petista a votar contra a
iniciativa do prefeito, considerada por alguns vereadores do partido
importantes para a cidade. Seguiu-se um verdadeiro bate-boca entre as
lideranças petistas e os vereadores, alguns dos quais se queixaram de
que a medida era uma ingerência indevida na posição da bancada e ainda
de que nunca haviam sido tratados com atenção antes. O vereador petista Moisés Rocha foi um dos mais prejudicados porque
já havia negociado com a Prefeitura a aprovação de uma desapropriação
que favoreceria o Sindpetro, sindicato que representa. Por este motivo, a
bancada bateu pé firme e conseguiu ser liberada para votar como quiser,
vencendo a pressão dos presidentes petistas e do chefe da gabinete da
secretaria por cinco votos a dois. A votação do projeto foi adiada por
falta de quórum.

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