Iniciativa privada atenderia apenas aos municípios mais
lucrativos
A retirada da Embasa da regulação do sistema de água e
esgoto de Salvador é considerada uma ameaça à população. O deputado estadual
Álvaro Gomes (PCdoB) condenou a atitude do prefeito ACM Neto em criar a empresa
de regulação do sistema para a capital baiana. De acordo com o comunista, o
objetivo é privatizar a estatal. Gomes foi o autor da indicação ao governador
Jaques Wagner que revogou a lei da privatização da Embasa. Nesta terça-feira (10), o parlamentar explicou os
motivos. “Se a água for privatizada,
naturalmente é a população mais carente que sofrerá grandes consequências. De
aproximadamente 380 municípios que a Embasa administra apenas 14 são
lucrativos. Dentro de uma lógica capitalista, com o senso de privatização,
consequentemente que esse setor vai administrar as cidades mais lucrativas e
prejudicar as cidades mais carentes”. O parlamentar reforçou que a água é um bem público, um
direito humano para todos os cidadãos e citou o esforço do governo do estado em
implementar programas que beneficiam a população que sofre com a falta d’água.
“O governo tem feito um trabalho espetacular de levar água para as comunidades
mais carentes. Mais de cinco milhões de pessoas foram beneficiadas. Água é um
serviço essencial, não pode nem imaginar de pegar esse serviço e entregar para
a iniciativa privada”. Assim que assumiu como deputado estadual em 2007, o
comunista apresentou a 15.197 para revogar a lei da privatização da Embasa. O
governador Jaques Wagner acatou a proposta e tornou a empresa pública. Álvaro
lembrou que a lei foi aprovada na gestão antecedente ao governo petista. “Mesmo
com protestos da sociedade civil, infelizmente os deputados aprovaram, pois a
base aliada era maior que a oposição na época”.
Embasa
A Embasa atende prioritariamente a população urbana de sua
área de atuação, bem como uma parcela considerável da população rural
localizada nas proximidades das cidades e dispersas ao longo de sistemas
integrados. Ao todo, são 12,7 milhões de pessoas atendidas com abastecimento de
água e 4,5 milhões com esgotamento sanitário até outubro de 2013, pois a
tendência deste número é crescer à medida que a Embasa vai aumentando a
cobertura de seu atendimento. A empresa opera 417 sistemas de abastecimento de água,
atendendo 1478 localidades, sendo 545 do meio urbano e 933 do meio rural com
água tratada. Com esgotamento sanitário, 80 sistemas atendem 88 localidades na
Bahia, sendo 81 na zona urbana e sete na zona rural. As localidades atendidas com abastecimento de água estão
situadas em 364 do total de 417 municípios baianos.
Ascom Álvaro Gomes
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