Cerca de 200 agricultores rurais de Valença
participaram na manhã desta segunda-feira (16), do 15º Fórum de Desenvolvimento
Rural Sustentável do município. Como pauta principal foi apresentada a proposta
de regularização fundiária da zona rural do município. O processo de
regularização, que está sendo conduzido pela Secretaria da
Agricultura do município, começou, aproximadamente, a um ano, é
pioneiro e tem o aval da Coordenação de Desenvolvimento Agrário da Bahia (CDA),
que aprovou a minuta e elegeu o projeto para servir de modelo para todo o
Estado. Para o Coordenador Executivo do CDA, Luiz Anselmo, o acordo de
cooperação técnica com o Governo de Valença vai permitir a regularização de
cerca de 2 mil propriedades rurais em dois anos. “O processo é complexo, haja
vista que as terras são do Estado, mas diante da necessidade do agricultor em
ter a documentação, o governo resolveu realizar a parceria com o Município e
promover a doação do título”, disse.
Para o vice-prefeito e secretário da Agricultura de
Valença, Joailton de Jesus, as dificuldades históricas dos moradores da zona
rural de exigem um grande esforço da administração. “Não adianta pedir
paciência a vocês, pois tudo é urgente. Sabemos dos desafios e temos
procurado trabalhar para mudar essa realidade”. A prefeita Jucélia Nascimento disse que a zona
rural precisa de muita atenção devido a estrutura existente. “Também não vou
falar de problemas, pois vocês conhecem a todos, mas falarei das possibilidades.
Este governo tem no diálogo um de seus expoentes. Aqui temos um exemplo, com a
participação de vocês nesse processo de regularização de terras, construído com
a secretaria da Agricultura e as associações”. Presente no evento, o ex-secretário de Comunicação do
Estado, Robinson Almeida, destacou o papel do estado em realizar a parceria com
Valença. Robinson foi o principal articulador junto ao CDA para que o projeto
ganhasse musculatura. Os entraves da
regularização fundiária esbarram na
falta de recursos do pequeno produtor rural. Entre as condicionantes para dar
entrada ao processo de regularização de terras está o levantamento
topográfico com o processo de georreferêncimento das áreas, o que exige a
contratação de técnicos especializados e empresas devidamente autorizadas pelo
CDA ou Incra. O Governo de Valença já consultou algumas empresas que estão
aptas a fazer o trabalho. Segundo o diretor do Departamento de
Agricultura do município, José Velloso, o valor de mercado do levantamento
topográfico, custa cerca de R$ 107 por hectare. “Dentro do nosso planejamento
os valores serão bem menores para o nossos agricultores”.
De acordo com
levantamento prévio da Secretaria, quem possui até 10 hectares vai desembolsar
apenas R$ 200; para quem tem entre 10 e 35 hectares, R$ 300; de 35 a 50
hectares, R$ 400, e entre 50 e 100 hectares, R$ 500. Dados da Secretaria de Agricultura de Valença dão
conta que a zona rural do município possui seis mil propriedades rurais,
distribuídas em 120 mil hectares, gerando 16 mil postos de trabalho. O setor
foi responsável por injetar na economia de Valença cerca de R$ 72 milhões em
2013. Entre os presentes, presidentes de associações, representantes da CEPLAC, EBDA, Banco do
Nordeste e os vereadores Adailton Francisco, Agostinho Junior, Manoel Valter e
Reginaldo Araújo.
Ascom – Governo de Valença

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