sábado, 31 de janeiro de 2026

OTTO DIZ QUE CORONEL ARTICULOU COM KASSAB PARA TIRAR PSD DA BASE DE JERÔNIMO E APROXIMAR PARTIDO DE ACM NETO

 

O presidente do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, afirmou que o senador Ângelo Coronel fez um movimento em nível nacional para tentar tirar o PSD da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e levar a sigla para o campo do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

Segundo Otto, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, entrou em contato para relatar a tentativa de mudança de posicionamento do partido no estado. “Kassab me telefonou dizendo que houve uma tentativa, um pedido de mudança no grupo do PSD que apoia o governador, aqui na Bahia, para a oposição”, declarou.

De acordo com Otto, Coronel se reuniu com Kassab para defender uma reconfiguração do palanque na Bahia, alegando preocupação com o cenário de 2026. A avaliação do grupo de Coronel seria a de que, com a chapa governista já encaminhada, uma candidatura ao Senado sem espaço claro na composição majoritária se tornaria eleitoralmente inviável.

Ainda conforme Otto, também participou do encontro o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador, e o argumento apresentado incluiu o impacto nacional do partido: a tese é que um eventual presidenciável do PSD com perfil de oposição ao PT precisaria ter palanque competitivo na Bahia, o que exigiria o PSD fora da base de Jerônimo.

Otto afirmou que Kassab não acolheu a tentativa e, além disso, teria reforçado confiança no comando estadual do partido. “Disse que nunca vai deixar que Otto deixe de conduzir o partido na Bahia, que fui fundador do partido e que é muito correto comigo, e que daria um conselho: converse com Otto para encontrarem uma saída”, relatou.

Questionado sobre incômodo com o movimento, Otto disse que ficou surpreso, mas negou aborrecimento e afirmou que busca pacificação interna: “Sigo trabalhando pela pacificação do nosso grupo”.

O senador reiterou que, na avaliação dele, não há ambiente interno para deslocar o PSD para o palanque de ACM Neto e afirmou que a maioria da bancada e das lideranças municipais prefere manter a aliança com o PT no estado. “Essa não é uma decisão só minha, é partidária”, concluiu. 

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