Eu, como sempre, fiquei curioso e fui atrás dos dados. Felizmente, a Embratur tem uma série histórica bem longa, começando em 1989, e eu vou destrinchá-la nesta coluna.
No começo da série, no início dos anos 90, entravam em torno de 1 milhão de estrangeiros por ano no Brasil. Isso foi crescendo gradualmente, caiu muito durante a pandemia e agora teve um salto expressivo: de menos de 7 milhões em 2024 para mais de 9 milhões em 2025.
Detalhando esses dados para uma frequência mensal, vemos uma sazonalidade esperada: o pico é sempre em janeiro. No entanto, alguns anos fugiram à regra:
Copa do Mundo (2014): houve um pico de entrada de estrangeiros no meio do ano
Olimpíadas (2016): houve um pequeno aumento em agosto, mas de longe não tão grande quanto o da Copa
Pandemia: claro, o grande “outlier” - de março de 2020 a maio de 2022, os números despencaram devido às restrições locais e globais
Quanto ao meio de transporte usado para chegar ao Brasil, o aéreo lidera, seguido pelo rodoviário. Mas houve um pico atípico no modal rodoviário na virada do milênio, relacionado a um país específico, que mencionarei a seguir.
Detalhando por países, a liderança absoluta está com a Argentina. Aquele pico por via terrestre na virada do milênio foi justamente dos argentinos (seguido por uma expressiva queda devido ao Corralito em 2001).
Fonte: Estadão

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