Segundo relatos de residentes e frequentadores da área, o lançamento de dejetos estaria ocorrendo de forma contínua, provocando mau cheiro, alteração na coloração da água e preocupação generalizada quanto à balneabilidade da praia, tradicionalmente procurada por turistas e veranistas.
A acusação recai sobre a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento), responsável pelo sistema de esgotamento sanitário. Para os moradores, trata-se de uma situação inadmissível, sobretudo em um momento em que a região se prepara para receber milhares de visitantes durante o Carnaval.
Além do evidente impacto ambiental, o despejo de esgoto in natura em área costeira configura potencial crime ambiental e grave atentado à saúde pública. A exposição da população a águas contaminadas pode provocar surtos de doenças infecciosas, gastrointestinais e dermatológicas, especialmente entre crianças e idosos.
Ambientalistas alertam que a contaminação compromete não apenas o uso recreativo da praia, mas também a fauna marinha e a atividade pesqueira local, afetando diretamente famílias que dependem do mar para subsistência.
Moradores cobram providências imediatas, fiscalização rigorosa dos órgãos ambientais e transparência por parte da concessionária responsável. Às vésperas de uma das maiores festas populares do país, a denúncia amplia o debate sobre saneamento básico, responsabilidade ambiental e respeito à população da Ilha de Itaparica.
A reportagem aguarda posicionamento oficial da Embasa e dos órgãos competentes sobre as medidas que serão adotadas para apuração dos fatos e solução do problema. Fonte: Tribuna da Bahia

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