De acordo com informações levantadas pela reportagem, o reservatório que abastece o município possui capacidade para atender a demanda durante as 24 horas. Especialistas ouvidos explicam que, em alguns casos, sistemas de abastecimento podem adotar rodízios em bairros específicos para equilibrar a distribuição de água. No entanto, consideram incomum que praticamente toda uma cidade tenha o fornecimento interrompido diariamente sem uma explicação técnica amplamente divulgada à população.
A reportagem também ouviu um profissional ligado ao sistema de abastecimento de outro município, que classificou a situação como atípica e ressaltou que a população tem o direito de conhecer os motivos que justificam a interrupção diária do serviço.
Até o momento, a Embasa e a empresa terceirizada Tubomills, responsável por serviços operacionais no sistema, não apresentaram esclarecimentos públicos sobre as causas da limitação diária do abastecimento nem informaram se existe previsão para a normalização do serviço.
Com o passar dos anos, cresce também a sensação de descrença entre os moradores, que afirmam não acreditar mais que as reclamações resultem em mudanças. A falta de respostas, segundo relatos, tem ampliado a indignação e comprometido a confiança da população nas instituições responsáveis.
Após quase oito anos convivendo com essa realidade, moradores de Igrapiúna defendem que chegou o momento de respostas claras, transparência e soluções concretas. Caso existam razões técnicas para a interrupção diária do abastecimento, elas devem ser apresentadas à população. Se houver dificuldades estruturais, os cidadãos também têm o direito de saber quais medidas estão sendo adotadas para resolver o problema.
A reportagem permanece à disposição da Embasa, da Tubomills, da Prefeitura de Igrapiúna e da Câmara Municipal para publicar eventuais esclarecimentos, em respeito ao direito ao contraditório e ao compromisso com uma informação equilibrada.


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