Em Minas Gerais, Lula aparece um ponto atrás do senador, em empate técnico, enquanto também está numericamente em desvantagem no Rio de Janeiro e em São Paulo. A reportagem é do jornal O Globo.
A avaliação dos governos ajuda a explicar o cenário. No Rio, 45% avaliam negativamente a gestão Lula, contra 24% de avaliações positivas; em São Paulo, os índices são de 48% e 26%, respectivamente.
Em Minas Gerais, a avaliação negativa chega a 45%, ante 30% positiva. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, Lula está hoje eleitoralmente mais fraco do que em 2022, embora Flávio também tenha desempenho inferior ao obtido pelo pai naquele momento da campanha. Além disso, há mais eleitores indecisos e menos votos concentrados nos dois principais candidatos.
O quadro regional, porém, mantém diferenças marcantes. Lula lidera nos sete estados nordestinos pesquisados pela Quaest, enquanto Flávio Bolsonaro aparece à frente nos três estados do Sul e em parte do Centro-Oeste.
No Norte, o petista ainda lidera na maioria dos estados pesquisados, mas com vantagens menores do que as registradas sobre Jair Bolsonaro em 2022. Para os analistas, o resultado indica uma eleição mais aberta e regionalizada, com maior nível de indecisão e uma disputa presidencial potencialmente mais acirrada.

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