sábado, 7 de fevereiro de 2026

Protesto interdita ponte da Graciosa, na BA 001, em Taperoá, e pescadores cobram pagamento do Seguro Defeso

 

Pescadores realizaram uma manifestação na manhã deste sábado (7), na BA-001, interditando a ponte da Graciosa, principal ligação entre os municípios de Valença e Taperoá, no Baixo Sul da Bahia. O protesto foi motivado pelo atraso no pagamento do Seguro Defeso 2026.

Segundo os trabalhadores, mesmo estando devidamente cadastrados, muitos ainda não receberam o benefício. Há casos em que pescadores sequer tiveram acesso à primeira parcela, que deveria ter sido paga em novembro de 2025.

Durante o ato, os manifestantes montaram uma rede de pesca em uma das cabeceiras da ponte e bloquearam o tráfego nos dois sentidos da rodovia nas primeiras horas da manhã, cobrando respostas das autoridades responsáveis pelo pagamento.

O protesto acontece logo após o encerramento do segundo período do defeso na Bahia, finalizado nesta sexta-feira (6). O Seguro Defeso é um auxílio pago aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida, garantindo renda e sustento às famílias que dependem da atividade.

Próximas datas do Defeso 2026 na Bahia:

• 3º Período: 17 a 22 de fevereiro

• 4º Período: 03 a 08 de março

• 5º Período: 18 a 23 de março

• 6º Período: 17 a 22 de abril (caso a andada se estenda)

Fonte: Portal Bahia 

ACM Neto se manifesta sobre embate entre Duda Sanches e Ditinho no União Brasil

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato o governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), comentou neste sábado (7) a troca de declarações públicas entre o vereador Duda Sanches (União Brasil) e o empresário de Santo Antônio de Jesus, Ditinho, em meio à disputa para herdar o legado político do ex-deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), que faleceu em janeiro deste ano.

Durante o Furdunço, um dos principais eventos do pré-Carnaval de Salvador, ACM Neto defendeu que divergências internas sejam tratadas longe dos holofotes e pregou diálogo dentro do partido.

“Eu não gosto da discussão pela imprensa. Eu acho que o caminho não é esse. O caminho é de se discutir, se conversar internamente, pelo menos é assim que a gente espera que possa acontecer”, afirmou.

Segundo o ex-prefeito, o cenário atual aponta para dois projetos distintos de pré-candidatura a deputado federal dentro do União Brasil, ambos merecedores de respeito. “Pelo que está posto, existem dois projetos de pré-candidaturas a deputado federal, o de Ditinho e o de Duda, e nós respeitamos os dois”, disse.

ACM Neto destacou a trajetória política de Ditinho em Santo Antônio de Jesus e o vínculo de Duda Sanches com Salvador e com o legado deixado por Alan Sanches. 

“Ditinho é uma liderança importante de Santo Antônio de Jesus, é um cara que está ao nosso lado há muitos anos e que terá espaço para construir uma campanha vitoriosa, e Duda da mesma forma, vereador, salvador, carrega o legado de Alan, querido amigo, que até hoje a gente sente muito a sua perda”, pontuou.

Para concluir, o dirigente reforçou a defesa de um ambiente de civilidade e respeito na condução do processo político. “Então eu acho que tem espaço para os dois e eu espero que seja tudo feito no ambiente de civilidade e de respeito. Eu não gosto da briga pela imprensa. Eu acho que o ideal é que cada um construa seu espaço e, é claro, por méritos, busque o voto nas urnas e consiga, consequentemente, um resultado de vitória”, concluiu.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Decisão judicial paralisa serviços em rodovia que liga BA-001 a São Roque do Paraguaçu

 

A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) informou que os serviços de manutenção da unidade operacional de Santo Antônio de Jesus, que incluem o trecho da BA-514 — do entroncamento da BA-001 até São Roque do Paraguaçu — foram paralisados por determinação judicial.

Em nota enviada ao Portal Ilha Notícias Bahia, o órgão explicou que a ordem de serviço para execução das intervenções havia sido assinada em dezembro de 2025. No entanto, os trabalhos foram suspensos após a concessão de uma liminar em mandado de segurança, expedida no dia 2 de fevereiro de 2026, que determinou a paralisação das atividades até o julgamento do mérito do processo.

Ainda segundo a Seinfra, medidas administrativas e jurídicas já estão sendo adotadas com o objetivo de reverter a suspensão e permitir a retomada das ações de conservação nas rodovias que fazem parte da unidade operacional.

A secretaria destacou que a continuidade dos serviços é considerada essencial para garantir melhores condições de trafegabilidade e segurança para motoristas e demais usuários que utilizam o trecho diariamente.

Prefeitura de cidade na Bahia proíbe uso de paredões de som no Carnaval

 

A Prefeitura de Porto Seguro, no sul da Bahia, confirmou nesta semana que o uso de paredões de som está proibido durante o Carnaval na cidade. Após reunião com as forças de segurança do município, foi anunciada ainda a proibição de garrafas de vidro no circuito e liberação de uso de cooler pelos foliões.

A proibição de paredões atende a uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) enviada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente da cidade, em dezembro do ano passado.

O MP-BA recomenda ainda que eventos que contem com som amplificado cumpram os limites legais de emissão sonora. A gestão municipal também deve, segundo o documento, intensificar ações de fiscalização.

De acordo com a Prefeitura, a proibição de uso de paredões vale para todo o município e não possui tempo determinado, devendo ser cumprida inclusive no período de festa. 

A cidade da Bahia não é a única a proibir os equipamentos sonoros. Nesta semana, uma portaria publicada pela Prefeitura de Santarém, no Pará, também proibiu o uso de equipamentos de som automotivo do tipo paredão, mas só nos circuitos do Carnaval.

O Carnaval de Porto Seguro acontece entre os dias 18 e 20 de fevereiro, com shows de Ivete Sangalo, Xanddy Harmonia, Nattan, Tony Salles, Tomate, entre outros. 

Crise administrativa e contratos sob suspeita marcam gestão em São Francisco do Conde

A atual gestão da Prefeitura de São Francisco do Conde, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS), comandada pelo prefeito Antônio Calmon (PP), tem sido alvo de questionamentos relacionados à transparência administrativa e à condução de contratos públicos de grande valor.

Informações veiculadas na imprensa apontam críticas à divulgação de atos oficiais e processos licitatórios, especialmente envolvendo empresas prestadoras de serviços ao município. O bahia.ba reuniu as principais informações sobre o município e os questionamentos envolvendo a atual gestão.

Operação Overclean e o “Rei do Lixo”

Entre os principais pontos levantados está um contrato milionário firmado com uma empresa responsável pela coleta de lixo na cidade. O proprietário da empresa, José Marcos de Moura, já foi alvo da Operação Overclean, da Polícia Federal (PF), que investigou esquemas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em diversos municípios.

Segundo reportagens, a empresa MM Limpeza Urbana mantém contrato com o município, por meio da Secretaria de Serviços, Conservação e Ordem Pública (SESCOP), para a execução de serviços de coleta de resíduos sólidos, avaliado em mais de R$ 21,3 milhões.

As denúncias apontam falta de clareza nos termos contratuais e na publicidade dos critérios da licitação, o que gerou críticas de especialistas em gestão pública e de moradores da cidade.

Crise administrativa e atraso de salários

Também são registradas reclamações quanto à condução da administração municipal, com alegações de pouca transparência nos processos decisórios e ausência do prefeito em atividades administrativas consideradas estratégicas.

Embora as denúncias atuais estejam baseadas em reportagens jornalísticas e questionamentos públicos – sem decisões judiciais conclusivas até o momento – elas se somam a um histórico de problemas administrativos envolvendo o mesmo gestor em mandatos anteriores.

Entre as principais queixas está o atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos, mesmo após determinação judicial. De acordo com denúncias, o prefeito teria ignorado decisão proferida pela juíza Ana Cláudia Rocha, que determinava a regularização dos vencimentos.

Os atrasos salariais vêm sendo recorrentes nos últimos cinco meses, afetando especialmente servidores comissionados, que chegaram a acumular até dois meses de pagamento em atraso. Os salários referentes aos meses de outubro e novembro, por exemplo, só foram quitados de forma tardia, em dezembro.

Professores e profissionais da educação também foram impactados. Na ocasião, não houve o pagamento do adicional de 1/3 constitucional de férias, direito garantido por lei. O cenário de instabilidade financeira gerou insatisfação entre os servidores, que cobram uma solução definitiva da gestão municipal.

Município sob fiscalização de órgãos de controle

Levantamentos da Controladoria-Geral da União (CGU) já apontaram irregularidades atribuídas a gestões comandadas por Antônio Calmon, incluindo suspeitas de superfaturamento de contratos, fraudes em licitações e uso indevido de bens públicos.

Entre os casos citados estão a compra de materiais médicos que não teriam sido entregues e contratos de locação de veículos supostamente utilizados por familiares do então prefeito. À época, os apontamentos resultaram em processos judiciais e no afastamento temporário do gestor.

Em decisões posteriores, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o retorno de Calmon ao cargo em ações que discutiam irregularidades administrativas identificadas pela CGU, incluindo descumprimento da Lei de Licitações e alterações contratuais consideradas irregulares.

Já na atual gestão, auditorias do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) também identificaram falhas em termos aditivos de contratos relacionados a obras públicas, como serviços de drenagem, pavimentação e construção de escolas.

As irregularidades envolvem, principalmente, ausência de justificativas técnicas adequadas e processos administrativos incompletos. Em razão dessas falhas formais, o TCM-BA aplicou multa ao gestor municipal.

Apesar de não terem sido constatados sobrepreço ou inexecução das obras, os apontamentos configuram descumprimento das normas da administração pública.

Paralelamente às apurações oficiais, moradores seguem registrando denúncias junto à Ouvidoria Geral do Município e a órgãos de controle externo, como o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a CGU.

As reclamações envolvem desde falhas na prestação de serviços públicos até questionamentos sobre contratos administrativos e condutas de agentes públicos.

O conjunto de denúncias e investigações levanta preocupações sobre a transparência na aplicação dos recursos públicos em um dos municípios com maior arrecadação per capita da Bahia, reforçando a pressão por maior fiscalização e esclarecimentos por parte da administração municipal.

Assessoria da Prefeitura foi procurada

A reportagem do bahia.ba tentou contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de São Francisco do Conde, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Valença recebe novos equipamentos do Novo PAC Saúde do Governo Federal

 

Mais investimentos e qualidade no atendimento à população. A Prefeitura Municipal de Valença avança no fortalecimento da rede pública de saúde com a conquista de novos equipamentos por meio do Novo PAC Saúde, do Governo Federal. 
As entregas foram oficializadas nesta sexta-feira (6), durante cerimônia realizada em Salvador, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais lideranças.

O município foi contemplado com Combo UBS (Equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde) e Kit Telessaúde, que irão contribuir diretamente para a ampliação dos atendimentos, a melhoria da infraestrutura e a qualificação dos serviços oferecidos à população. Os novos equipamentos representam mais tecnologia, eficiência e cuidado no dia a dia das unidades de saúde.

O prefeito Marcos Medrado acompanhou a cerimônia e destacou a importância das conquistas para o município. “Esses investimentos são fundamentais para fortalecer a nossa rede de saúde e garantir mais qualidade no atendimento à população”, afirmou.

Além das entregas destinadas ao município, o Governo Federal realizou a entrega de ambulâncias do SAMU, equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, unidades odontológicas, Kits Telessaúde e anunciou a implantação de novas policlínicas, beneficiando diversos municípios do estado da Bahia.

A Prefeitura de Valença segue atuando de forma articulada com os demais entes federativos para viabilizar novos investimentos, fortalecer as políticas públicas de saúde e assegurar mais dignidade, bem-estar e qualidade de vida para todos os valencianos.

Secretaria de Comunicação |SECOM

Prefeitura Municipal de Valença

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO – Contra a intimidação do Prefeito Dr. Fábio Nonato (MDB) a Imprensa no exercício legítimo profissional

 

O JORNAL A VOZ DO BAIXO SUL vêm a público repudiar com veemência a intimidação sofrida pelo Prefeito de Jaguaripe Dr. Fábio Nonato, e seu assessor Jurídico Jean Cerqueira Lima.

Nos últimos dias, o veículo publicou reportagens sobre a situação que se encontra o município após um ano de gestão.

As matérias foram produzidas com base em apuração responsável, informações verificadas e depoimentos da população, cumprindo rigorosamente os preceitos éticos do jornalismo e o interesse público.

Após as publicações, jornalística passou a receber mensagens tanto privadas, ou comentários de conteúdo intimidatório, já sendo apurados pelo nosso corpo jurídico.

Essas Intimidação representam grave afronta à liberdade de imprensa, ao direito à informação da sociedade e ao Estado Democrático de Direito.

ATT,  Equipe Jornal a Voz do Baixo Sul


A crise nos preços do cacau e os caminhos possíveis

 

Em 2025, o preço da amêndoa do cacau alcançou recordes históricos, alimentando expectativas de um período mais favorável para os produtores. No entanto, como quase sempre acontece nesse mercado, a euforia durou pouco. A principal razão para a alta foi a escassez do produto, provocada por problemas na produção africana. Bastou uma recomposição parcial dessa produção para que, ainda no final do mesmo ano, os preços começassem a despencar.

Essa facilitação da entrada desse produto ao mercado brasileiro é resultado da  Instrução Normativa nº 125/2021, emitida pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, durante o Governo Bolsonaro, que flexibilizou os requisitos fitossanitários para a importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim.

A medida gerou críticas de produtores nacionais, sobretudo da Bahia e do Pará, que apontam riscos de pragas, concorrência desigual e queda no preço do cacau brasileiro. Os impactos provocaram protestos e levaram o Congresso a aprovar o PDL 330/22 - Projeto de Decreto Legislativo de Sustação de Atos Normativos do Poder Executivo -, que busca suspender os efeitos da Instrução Normativa.

Contudo, mais uma vez, o Sul da Bahia sentiu o peso de um modelo que insiste em penalizar quem está na base da cadeia produtiva. A importação em massa de amêndoas pelas indústrias moageiras jogou os preços no chão e aprofundou as dificuldades dos produtores locais, sobretudo dos pequenos, assentados e da agricultura familiar, que têm menos margem para absorver essas oscilações bruscas.

É preciso reconhecer: não há muitos caminhos disponíveis para esses produtores se continuarem presos à lógica da commodity - conjunto de dinâmicas econômicas, comerciais e financeiras que regem a produção, precificação e circulação de produtos básicos, com preços definidos globalmente por oferta e demanda. Submeter-se a um mercado volátil, ditado por interesses externos e altamente concentrado, é receita certa para a instabilidade permanente. O caminho possível passa por investir em tecnologia, elevar a produtividade e, principalmente, melhorar a qualidade da amêndoa.

Mas isso não basta. Fortalecer as fábricas mantidas por cooperativas e associações é estratégico. Experiências como a Chocosol, o SIC e a Bahia Cacau mostram que é viável avançar na industrialização local e reter valor no território. Em vez de vender matéria-prima barata, é preciso transformar o cacau em chocolate e outros derivados, agregando valor e ampliando a renda dos produtores.

Nesse processo, o poder público tem papel decisivo. A inclusão do chocolate produzido localmente na alimentação escolar das prefeituras das regiões cacaueiras pode abrir um mercado estável, previsível e socialmente justo. Trata-se de uma política simples, mas com enorme potencial de impacto econômico e social.

A Bahia, por meio da política pública de Economia Solidária, já vem atuando no fortalecimento desses empreendimentos, contribuindo para a consolidação de diversas marcas de chocolate e produtos derivados do cacau. Esse apoio, que inclui inclusive ações voltadas à exportação, demonstra que é possível competir com qualidade em mercados exigentes. O chocolate de altíssima qualidade produzido em terras grapiúnas é prova disso.

O desafio está posto. E ele é decisivo. Ou continuamos reféns das oscilações do mercado internacional de commodities, ou damos um passo firme rumo a um novo modelo de desenvolvimento.  Não pretendemos perder o posto de sermos uma grande potência da cadeia produtiva do cacau no País, e vamos brigar até o fim por isso. Desejamos sim, manter este lugar de destaque econômico e agregar ao lugar que nós buscamos: o de região chocolateira.

*Wenceslau Júnior é superintendente de Economia Solidária de Cooperativismo da Bahia

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