Para uma plateia de militantes e lideranças políticas, Bacelar cravou que a manutenção da estatal como empresa pública é fruto de uma aliança histórica entre o setor sindical e os movimentos sociais.
O dirigente resgatou a memória das grandes mobilizações da categoria, citando que, desde a década de 90, o MST foi o principal aliado nos portões das refinarias. "Em 1995, na maior greve da história da categoria petroleira, quem levou cesta básica para as famílias dos petroleiros e petroleiras foi o MST", revelou Bacelar, enfatizando que a relação entre os grupos foi forjada na resistência a governos neoliberais.
O foco central da fala de Bacelar foi o enfrentamento às tentativas de privatização da Petrobras. Ele destacou que, em 2015, a mobilização conjunta foi o que garantiu a integridade da companhia em um cenário de instabilidade política. A parceria se repetiu em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro, quando os petroleiros realizaram a segunda maior greve da história da categoria.
"O MST estava conosco no Rio de Janeiro, na ocupação que fizemos na sede da Petrobras e em unidades de todo o Brasil, fortalecendo a categoria e a Petrobras em defesa da soberania nacional", afirmou o presidente da FUP.
Mesmo com a mudança no cenário político e o retorno de Lula ao poder, Bacelar defendeu que a classe trabalhadora deve manter sua postura crítica. Segundo ele, a FUP e o MST cumprem o papel de pressionar o governo para que as pautas de direitos dos trabalhadores e a reforma agrária avancem de forma efetiva.
O líder sindical concluiu reforçando que a Petrobras precisa ser "amiga do povo" e que isso só é garantido através da pressão popular e da eleição de representantes que tenham identidade com a causa pública, especialmente para renovar o Congresso Nacional nas próximas janelas eleitorais.

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