A inclusão do caso ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar, na quarta-feira (21), que solicitaria uma apuração sobre a propriedade situada na Ilha Comprida. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o atacante teria desembolsado R$ 10 milhões pelo imóvel e acabou prejudicado na disputa pela posse.
A polêmica veio à tona depois que Richarlison acusou Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de agirem para retirar a propriedade dele após a recusa em vendê-la ao senador. O jogador do Tottenham, da Inglaterra, sustenta que pagou R$ 10 milhões pela ilha.
Tomaz contesta a versão do jogador e afirma que Richarlison adquiriu o imóvel de pessoas sem legitimidade para negociá-lo. O advogado diz que a compra realizada por sua empresa seguiu os trâmites legais e possui escritura pública, registro em cartório e documentação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
O advogado também argumenta que o atleta perdeu disputas judiciais relacionadas à propriedade em diferentes instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e desistiu da ação em 2025. Tomaz nega que Flávio tenha participado da negociação e afirma que a aquisição foi feita exclusivamente por sua empresa.
Além da apuração policial, o grupo Derrubando Muros, integrado por sociólogos, empresários e juristas, solicitou ao Ministério Público uma investigação sobre a atuação do senador no caso. O pedido menciona suspeitas de advocacia administrativa e grilagem.

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