Segundo apurou o site Política Livre, a perspectiva de chegada do feirense à chapa é cercada de expetativa e entusiasmo no campo da oposição, uma vez que ele tem ampla aceitação no grupo e é visto como quadro de peso para aglutinar forças políticas do interior, onde Neto ainda, na avaliação dos próprios oposicionistas, precisa avançar. “Zé Ronaldo daria um selo de confiança à chapa no interior”, confidenciou um parlamentar.
A composição seria também, nas palavras de outro aliado, uma espécie de “conserto histórico” diante do que aconteceu em 2022, quando Zé Ronaldo foi alijado da vice aos 45 do segundo tempo e substituído pela empresária Ana Coelho.
Na época, apesar das menções ao que seria uma espécie de chapa “pão com pão”, Zé Ronaldo gozava de prestígio para o posto. A decisão gerou desgaste na relação entre os dois líderes, a ponto de, no segundo turno, o PT ter tentado buscar o apoio de Zé Ronaldo.
Exista ainda a recordação de que, em 2018, Zé Ronaldo foi “para o sacrifício” como candidato ao Governo da Bahia, também aos 45 do segundo tempo, depois que ACM Neto, então prefeito de Salvador, decidiu não disputar o Palácio de Ondina e cumprir o mandato até o fim. À época, Zé Ronaldo também era prefeito de Feira de Santana e deixou o cargo para entrar na disputa estadual, mas acabou derrotado pelo então governador Rui Costa (PT), reeleito com mais de 70% dos votos.
De lá para cá, os gestos de recomposição se intensificaram. Na eleição municipal de 2024, quando Zé Ronaldo voltou a disputar a prefeitura de Feira, ACM Neto participou ativamente da campanha. Mais recentemente, também patrocinou a ascensão de um aliado do prefeito à direção do União Brasil Jovem, movimento lido como parte de um esforço contínuo de reaproximação.
Caso avance, a composição também colocaria uma pedra sobre as especulações de que o PT ainda alimenta a possibilidade de ter Zé Ronaldo como aliado eleitoral. Fonte: Política Livre,

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